PENSAMENTOS VISUAIS
Almandrade
(Exposição de esculturas,
objetos, pinturas, desenhos, projetos de
instalações e poemas visuais)
Essa exposição é uma síntese da produção do artista
plástico
Almandrade, nome artístico de Antonio Luiz Morais de Andrade,
artista
plástico, poeta, arquiteto com mestrado em Urbanismo, pela Escola
de
Arquitetura da Universidade Federal da Bahia, considerado pioneiro
da
arte contemporânea na Bahia. É um recorte do seu trabalho elaborado
em
mais de três décadas de utilização do objeto de arte para estimular
o
pensamento e provocar a reflexão, segundo critérios fundamentados
na
racionalidade, no elementarismo e, não por acaso, na economia
de
dados.
Experimentalista assumido, Almandrade compromete-se com a
pesquisa de
linguagens artísticas que envolve artes plásticas, poesia e
geometria.
No percurso do artista destaca-se a passagem pelo concretismo e a
arte
conceitual, nos anos 70, o que contribuiu fortemente para a
incessante
busca de uma linguagem singular, limpa, de vocabulário
gráfico
sintético. Segundo o crítico de arte e poeta concreto, Décio
Pignatari, “O Almandrade capricha nas miniaturas de suas
criaturas,
cuja nudez implica mudez, límpido limpamento do olho artístico,
já
cansado da fantástica história da arte deste século
interminável,
deste milênio infinito.” (PIGNATARI, D. 1995).
Aparentemente frias, suas construções estéticas impressionam
pela
originalidade e pela leveza das concepções. Marca pelo rigor
e
coerência com que transita entre os mais diversos suportes,
incluindo
a palavra, e, sobretudo, pelo exercício de um saber técnico e
conceitual no trato das formas, cores e matérias. Ademais,
provoca
emoções variadas conforme o ponto de vista do observador que atende
ao
convite do artista a pensar sobre a própria natureza da arte.
Poeta da arte e artista da poesia, seu trabalho configura uma
opção
estética que tende à síntese, ao traço essencial, ao quase
vestígio.
Um nada, cuja gênese reside na totalidade absoluta. Divulgador
e
crítico da arte contemporânea no Brasil, sua principal bandeira é
a
defesa da arte como instrumento de pensamento e não de
entretenimento.
Ao longo da sua trajetória, iniciada em 1972 com Menção Honrosa
no I
Salão Estudantil, participou de importantes mostras nacionais
e
internacionais, dentre elas, XII, XIII e XVI Bienal de São Paulo;
"Em
Busca da Essência", mostra especial da XIX Bienal de São
Paulo;
“Universo do Futebol” (MAM/Rio); IV Salão Nacional;
Feira Nacional
(S.Paulo); II Salão Paulista; I Exposição Internacional de
Escultura
Efêmeras (Fortaleza); I Salão Baiano; II Salão Nacional.
Integrou
várias coletivas de poemas visuais, multimeios e projetos de
instalações.
Em reconhecimento, foi premiado nos concursos de projetos para
obras
de artes plásticas do Museu de Arte Moderna da Bahia, 1981/82,
Prêmio
Fundarte no XXXIX Salão de Artes Plásticas de Pernambuco em 1986
e
Premio Copene de cultura e arte, 1997. Foi um dos criadores do
Grupo
de Estudos de Linguagem da Bahia que editou a revista "Semiótica"
em
1974 e autor dos livretos de poesias e/ou trabalhos visuais:
"O
Sacrifício do Sentido", "Obscuridades do Riso", "Poemas",
"Suor
Noturno" e “Arquitetura de Algodão", além do livro
“Escritos sobre
arte: arte, cidade e política cultural”, uma organização de
artigos
publicados em jornais e revistas.
Longe da pretensão de, como diria Harold Rolsenberg,
“oferecer rótulos
explicativos antes mesmo de a tinta secar na tela”, bem ao
modo do
atual público de vanguarda ávido pelas novidades e receptivo
aos
caprichos da moda em voga, pode-se afirmar que a obra de Almandrade
é,
no mínimo, singular. Distancia-se da “tradição do
novo”
diferenciando-se do que hoje pode ser considerada arte
contemporânea
na Bahia.
VISITAÇÃO
05 de novembro a 20 de dezembro de 2009
LOCAL
Conjunto Cultural Caixa
Rua Carlos Gomes, 57, Centro, Salvador, Bahia
Tel: (71) 3322-0219/0228


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